Comprar um imóvel em planta é uma prática cada vez mais comum em Portugal, sobretudo em grandes centros urbanos, onde a procura supera a oferta de habitações concluídas.
O Contrato-Promessa de Compra e Venda (CPCV) é uma peça essencial neste tipo de transação, garantindo que o comprador reserva o imóvel antes da sua conclusão.
No entanto, este tipo de contrato exige cuidados adicionais para proteger os interesses de ambas as partes, já que a compra envolve bens que ainda não existem fisicamente. Vamos analisar os principais riscos do CPCV em imóveis em planta e quais os cuidados que deve ter antes de assinar.
Como funciona o CPCV em imóveis em planta?
O CPCV em imóveis em planta formaliza o compromisso entre o comprador e o promotor/construtor antes da conclusão da obra. Nesta fase, o comprador paga um sinal ou prestações periódicas como forma de garantir o negócio, ficando com direito à compra do imóvel quando este estiver pronto.
Saiba mais sobre como funciona o CPCV e os elementos essenciais que devem constar do contrato.
Principais riscos de comprar um imóvel em planta
Comprar um imóvel em planta envolve riscos adicionais que não existem na compra de imóveis prontos. Entre os principais estão:
Atrasos ou incumprimento na obra
A conclusão da construção pode atrasar, comprometendo prazos e planos do comprador. Em casos graves, a obra pode nem ser concluída, deixando o comprador numa situação de grande vulnerabilidade.
Insolvência do promotor
Se a empresa responsável pela obra entrar em insolvência, o comprador corre o risco de perder o sinal ou ver o negócio inviabilizado. Entenda melhor as consequências no nosso artigo sobre incumprimento do CPCV.
Alterações ao projeto
Alguns contratos permitem alterações ao projeto inicial sem necessidade de aprovação do comprador, o que pode gerar insatisfação quanto ao resultado final.
Falta de licenciamento
É essencial confirmar que a obra está devidamente licenciada, evitando problemas legais que possam comprometer a futura escritura. Veja também considerações antes de assinar um CPCV.
Cuidados essenciais ao assinar um CPCV para imóvel em planta
Assinar um CPCV neste contexto exige atenção a diversos pontos fundamentais:
Garantia bancária ou seguro
Exija que o contrato inclua garantia bancária ou seguro, que assegure a devolução dos valores pagos caso a obra não seja concluída. Este tipo de proteção está previsto na legislação portuguesa e deve ser sempre considerado. Para mais detalhes, consulte o Regime Jurídico da Atividade da Construção no Diário da República.
Verificação do promotor
Investigue a reputação do construtor, verificando histórico de obras anteriores, licenças e situação financeira. Este passo reduz significativamente o risco de incumprimento.
Cláusulas sobre prazos e penalizações
Inclua no contrato prazos claros para a conclusão da obra e cláusulas de penalização em caso de atrasos, garantindo maior proteção ao comprador.
Revisão jurídica do contrato
Contar com um advogado especializado em direito imobiliário é indispensável para identificar cláusulas abusivas e garantir que o contrato protege efetivamente os interesses do comprador. Saiba quem deve assinar o CPCV para que este tenha validade legal.
O que acontece se o imóvel não for concluído?
Em caso de incumprimento por parte do promotor, o comprador pode rescindir o contrato e exigir a devolução do sinal, eventualmente com compensações. Se existir garantia bancária, a recuperação do valor é mais célere e segura.
Veja o que pode fazer caso surjam problemas no artigo o que acontece se não cumprir o prazo da escritura no CPCV.
Perguntas frequentes sobre CPCV em imóveis em planta
É seguro comprar um imóvel em planta?
Sim, desde que exista proteção contratual adequada e garantias financeiras.Posso recuperar o sinal se a obra não for concluída?
Sim, especialmente se houver garantia bancária ou seguro.O que devo verificar antes de assinar o CPCV?
Licenciamento da obra, reputação do construtor e cláusulas contratuais.É necessário um advogado para este processo?
Não é obrigatório, mas altamente recomendado para evitar prejuízos.Posso vender a minha posição no CPCV?
Sim, através da cessão da posição contratual, desde que o contrato permita e o vendedor autorize.
Conclusão
O CPCV em imóveis em planta pode ser uma excelente oportunidade para garantir um imóvel a um preço competitivo antes da sua conclusão. No entanto, os riscos envolvidos exigem cautela.
Com garantias adequadas, cláusulas bem definidas e assessoria jurídica especializada, é possível reduzir significativamente os problemas e assegurar que o investimento está protegido.
Nota: A informação disponibilizada neste artigo tem carácter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Apesar de todos os esforços para assegurar a exatidão e atualidade do conteúdo, não nos responsabilizamos por eventuais imprecisões, omissões ou alterações legislativas posteriores à sua publicação. Se se encontra perante uma situação concreta ou tem dúvidas sobre os temas abordados, recomendamos agendar uma consulta com a nossa equipa.
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